Escritoras Clássicas: conheça 4 imperdíveis histórias de mulheres incríveis

Escritoras Clássicas: conheça 4 imperdíveis histórias de mulheres incríveis
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No mês da mulher, nada mais justo do que homenagear algumas das mulheres que abrilhantam a literatura mundial. Para comemorar, reunimos 4 livros de escritoras clássicas que são imperdíveis para os amantes de uma boa história.

Com essa lista, esperamos enaltecer o trabalho de mulheres que se destacaram em um ambiente majoritariamente masculino e que conseguiram colocar suas ideias no mundo em uma época em que mulheres não erguiam sua voz.

Confira, então, 4 livros imperdíveis de escritoras clássicas neste artigo ou no vídeo abaixo:

 

 

“Orgulho e Preconceito” de Jane Austen (1797)

No final do século XVIII, uma jovem no interior da Inglaterra resolver ir contra todas as regras pré-estabelecidas e investir em literatura.

Jane Austen é uma escritora clássica que tinha uma mente criativa e irônica, um senso de observação apurado e uma crítica ferrenha.

Isso foi o suficiente para que seus escritos se tornassem obras essenciais para entender o século XVIII e a sociedade inglesa.

Sua obra de maior sucesso é o excelente “Orgulho e Preconceito“, escrito em 1797 e lançado apenas em 1813, depois de várias revisões, recusas de editoras e uma mudança de nome (a história se chamaria “Primeiras impressões” originalmente).

O livro conta a história de amor conturbada de Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy, dois jovens orgulhosos e de mente muito aguçada.

Lizzie e Darcy se odeiam desde o momento em que se conhecem, mas aprendem a passar por cima do preconceito e das primeiras impressões à medida que o romance caminha.

A relação romântica, aliás, não é o maior atrativo da narrativa.

O grande trunfo de Jane Austen sempre esteve em sua ampla observação da sociedade, o que nos proporcionou livros repletos de costumes e críticas aos modos sociais da época.

A importância da autora para a literatura mundial está em escrever comédias de costumes, que ironizavam o comportamento em sociedade e, também, em ser um marco de empoderamento e representação feminina, especialmente em um período tão remoto quanto o século XVIII.

 

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“Jane Eyre” de Charlotte Brontë (1847)

A Família Brontë se destaca na literatura inglesa por ter mais membros escritores do que qualquer família do país.

Charlotte era a mais velha das irmãs e encontrou uma maneira muito delicada de expor a alma feminina no único romance que escreveu: Jane Eyre.

Um dos mais bem escritos livros clássicos nesta lista, a obra prima de Charlotte tem a intenção de mostrar como uma mulher pode ser forte e influente, mesmo em uma sociedade que a cerceia.

O mundo não é bom e não foi generoso com a protagonista desta história. Jane Eyre é órfã, aprendeu a cuidar de si própria desde muito cedo e acaba por encontrar trabalho como preceptora na casa do rico Sr. Rochester.

Os dois acabam por viver um romance repleto de ressentimento e vemos a protagonista crescer e se transformar, mas mantendo sua essência.

A delicadeza da narrativa de Charlotte e a força da protagonista são os pontos mais altos da narrativa.

O livro da mais velha das Brontë, e uma das mais famosas escritoras clássicas, é literatura imperdível porque reúne a dualidade da alma feminina (delicado X forte) com uma narrativa cheia de impressões sociais.

 

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“Frankenstein” de Mary Shelley (1818)

Diferente dos livros das outras escritoras clássicas desta lista, a narrativa de Mary Shelley não mostra o cotidiano de uma família ou a vida em sociedade.

Ela, na verdade, se aventurou na ficção científica para escrever um dos livros mais memoráveis da literatura de terror e da literatura mundial.

Franskenstein é fruto de uma aposta da autora com seu marido, P.B. Shelley, e o melhor amigo do casal, Lorde Byron.

Inicialmente, Mary levou a ideia do romance como brincadeira, mas foi incentivada pelo marido e pelo amigo a terminar sua história.

O resultado é uma narrativa que envolve a natureza humana, repleto de discussões filosóficas e reflexões de caráter sociológico. Nossos protagonistas são um médico, o Dr. Frankenstein, e sua criatura.

O médico é fascinado pela ideia da criação da vida e, num experimento onde considera a eletricidade a origem de tudo, deu luz a um monstro feito de retalhos humanos.

O trunfo de Mary Shelley está justamente em ter se tornado um ícone da literatura de terror com uma obra tão importante, especialmente porque o nicho da ficção científica e do terror eram, e ainda são, um território majoritariamente masculino.

 

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“O Morro dos Ventos Uivantes” de Emily Brontë (1847)

Obviamente, a irmã mais nova de Charlotte figuraria nesta lista, pois ela é, talvez, a mais bem sucedida filha da Família Brontë e uma das mais importantes escritoras do século XIX.

Emily viveu toda sua curta vida no interior da Inglaterra, com apenas um vilarejo tranquilo, livros e sua imaginação para servir de inspiração.

Mesmo assim, ela conseguiu se destacar dos escritores de sua época por narrar uma história de amor completamente disfuncional, regada a ódio, rancor e sentimentos mal resolvidos.

Lançado em 1847, o mais arrebatador dos livros clássicos desta lista nos traz as figuras tristes e ressentidas de Heathcliff e Cathy.

Ambos são jovens impedidos pelas circunstâncias, e por suas personalidades fortes e difíceis, de viver um romance, terminando por odiar um ao outro e sofrer diversas tragédias nessa jornada.

O Morro dos Ventos Uivantes é uma obra que retrata o mais vilanesco da alma humana e nos apresenta nas figuras dimensionais, cheias de nuances.

 

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Redação Poeira Literária

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